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Dicas de Criação e Manejo

Saltator similis – O atleta alado

Como Aprontar Coleiros

Rações Extrusadas

Alimentação Básica - Coleiros

Criação de Coleiros

Alimentação Básica - Trinca Ferro

Só a Genética Basta Para Uma Boa Criação?

Enzimas Digestivas

Higiene em ornitologia

Novas tecnologias em nutrição de pássaros

Medicamentos

Matéria sobre fibra

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Rações Extrusadas


 

A ALIMENTAÇÃO QUE ESTÁ SUBSTITUINDO COM VANTAGENS ÀS MISTURAS DE SEMENTES HOJE EXISTENTES NO MERCADO .

Apresentam fácil digestibilidade, níveis nutricionais adequados a cada fase de vida do pássaro (crescimento, manutenção, reprodução, muda) e geralmente não necessitam que outras fontes de nutrientes sejam acrescentadas à dieta, facilitando de forma muito significativa no cuidado diário das aves.

Vantagens das rações extrusadas para pássaros.

Existe uma série de vantagens do uso de rações extrusadas frente às tradicionais misturas de sementes, não como uma opção a mais, mas sim como a base da alimentação dos pássaros. Vejamos as principais:

- O processo de formulação da ração permite que o produto apresente os níveis de garantia exatamente de acordo com as exigências nutricionais dos pássaros. Desta forma a ração pode perfazer 100 % de sua alimentação, deixando a necessidade de suplementação apenas para situações especiais, como períodos de convalescença, reprodução e muda de penas.
- Mesmo quando se tenta fazer uma boa composição através da mistura de diferentes tipos de sementes, enfrenta-se a questão da escolha pelos pássaros das sementes que mais lhes agradam, comprometendo a intenção do balanceamento. Na ração a composição é a mesma em cada grânulo ou partícula, que proporciona uma alimentação uniforme.
- Seu uso evita problemas nutricionais, como excesso de gordura e deficiência de vitaminas, minerais e aminoácidos, freqüentes nas dietas à base de sementes.
- O processo de fabricação permite que a ração apresente cor, textura e aroma mais agradáveis a cada espécie de pássaro. O processo de extrusão promove alterações favoráveis, como o aumento da digestibilidade dos nutrientes, além de eliminar possíveis patógenos presentes nos ingredientes, pela ação de altas temperaturas.
- Proporciona considerável economia, já que o consumo de ração é cerca de 30 a 40 % menor que o volume de sementes que seriam utilizadas, em função das cascas e do desperdício de sementes pelos pássaros.
6) Facilidade de manejo. Deste modo à ração pode ser fornecida para vários dias.
- A ausência de agrotóxicos, normalmente presente nas sementes e eventualmente nas verduras, evita intoxicações e doenças pulmonares. Alguns agrotóxicos podem não apresentar sintomas aparentes de intoxicação, porém podem até esterilizar os pássaros ·

- Os pássaros não são submetidos aos riscos que acontecem no uso de alimentos frescos, como ovo cozido, que é rapidamente deteriorável, pondo em risco a saúde dos animais, em especial em períodos quentes.
Adaptação:
Como qualquer outro animal submetido a uma mudança na dieta, há necessidade de um período de adaptação para a nova alimentação. Quanto mais novo o pássaro, maior a facilidade de adaptação. Pássaros habituados há muito tempo às dietas a base de sementes poderá estranhar inicialmente o novo alimento, mas também podem ser adaptados. Pássaros nascidos em ambiente onde a dieta já é a ração, são alimentados pelos pais desde o início com este alimento, sem necessidade, portanto, de adaptação.
Havendo necessidade de adaptação, deve-se proceder à mistura da ração com as sementes de costume, conforme a tabela:

1º ao 7º dia 1/4 ração 3/4 sementes
8º ao 14º dia 1/2 ração 1/2 sementes
15º ao 22º dia 3/4 ração 1/4 sementes
A partir do 22º dia somente ração extrusadas

OBS. É muito importante um acompanhamento diário a partir do 22º dia para se ter certeza de que o pássaro esteja realmente ingerindo a ração, isso pode ser verificado através da coloração das fezes.

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Alimentação Básica - Coleiros


Fornecer diariamente a mistura: 50% de alpiste, 10% de painço comun, 10% de painço verde, 10% de painço vermelho, 10% de painço português, 10% senha.

Legumes: jiló, pepino japonês, diariamente.

Sempre que possível fornecer pendões de capim, desde que se tenha certeza, que não houve qualquer pulverização de agrotóxicos no local.

Areia: muito bem lavada em água corrente, adicionar farinha de casca de ovo torrada.

Uma pequena quantidade de canjiquinha de milho (quirera, sanga) diáriamente.

Larvas:Fornecer duas a três larvas, diariamente, de tenébrio.

Água filtrada trocada diariamente.

Não deixar o pássaro em correntes de vento ou lugares pouco arejados.

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Criação de Coleiros


A época de reprodução geralmente vai de agosto a abril, dependendo do clima local.

A fêmea bota de 1 a 3 ovos, chocando-os por 13 dias.Normalmente a postura e choca ocorre até 04 vezes ao ano.

Os filhotes deverão ser alimentados com larvas de tenébrio ou farinhada à base de 70 de milharina, 10% de farelo de soja torrada, 10% germe de trigo, 10% de ração de crescimento de codorna de boa qualidade, 1 boa pitada de sal refinado.

Misturar bem as partes, servir em pequenas quantidades pelo menos 4 vezes ao dia, adicionando uma gema de ovo e uma colher de sobremesa de aminosol premix. Passar a mistura em uma peneira antes de servir.

No período em que a fêmea estiver alimentando os filhotes é importante o uso de COCCIDEX como preventivo contra doenças.

Os filhotes deverão ser separados da mãe com aproxidamente 35 dias, período que normalmente já estarão comendo sozinhos.

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Alimentação Básica - Trinca Ferro


Fornecer diariamente a mistura: 50% de ração peletizada comercial para sabiás, 20% de alpiste, 15% de arroz com casca, 10% de girassol e 5% de aveia.

Oferecer tenébrio, cerca de 5 larvas para cada pássaro 3 vezes por semana, durante o ano todo.

Diariamente, desde que livres de agrotóxicos e bem limpas. Frutas: maçã, mamão, laranja, goiaba, banana. Legumes: pimentão, jiló, berinjela e cenoura. Verduras: couve, serralha, almeirão. Oferecer algum desses alimentos 3 vezes por semana. Retirar após 30 minutos.

Fêmeas em reprodução: mistura de 50% de fubá grosso de milho e 50% de ração de codorna (postura).

Para fêmeas com filhotes e pássaros na época de muda: mistura a base de ovo cozido, flocos de milho pré-cozidos e farelo de soja (submetido a processo industrial de tostagem).

Fornecer areia limpa, esterilizada, podendo ser fornecida junto com um complexo mineral.

Água Filtrada, renovada diariamente, em bebedouro limpo.

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Só a Genética Basta Para Uma Boa Criação?


Sabemos que a genética de boa qualidade é o primeiro passo a ser dado para quem quer uma boa criação de pássaros, mas será que só isso basta?

A resposta é NÃO. Sabemos que para que a ave expresse todo o seu potencial genético (canto, porte ou reprodução) ela deve ter todas as condições ambientais que favoreça a expressão desse potencial genético, como nutrição, sanidade e ambiência. Eu costumo usar de exemplo à espécie humana, imagine os nossos campeões de natação Gustavo Borges, ou o Fernando Scherer (Xuxa) se não tivessem recebido uma boa alimentação, cuidados de higiene e climatização eles teriam adoecido e não conseguiriam treinar. Com isso, nunca teriam sido campeões.

O mesmo ocorre para os pássaros. De nada adianta você ter um pássaro de excelente genética e procedência, pois nem ele e nem os seus filhos expressarão todo o seu potencial genético.

Para uma higienização completa, é preciso uma limpeza rotineira do criatório e dos utensílios, propiciando um ambiente mais saudável para as aves, reduzindo o risco do aparecimento de doenças. Pensando nisso a Quinabra desenvolveu o Kilol-L, que é um desinfetante nobre, pois por ele ser não tóxico e não irritante, pode ser aplicado com os pássaros dentro da gaiola, o que facilita muito esse manejo. Um ambiente limpo e desinfetado é um fator para o pássaro expressar todo o seu potencial genético.

Em relação à nutrição, a Quinabra desenvolveu o Layinex Pet, pois sabemos que você procura sempre dar o melhor alimento para seu pássaro, e o Layinex Pet faz com que seu pássaro tire o melhor proveito desse alimento. Como resultado, seu pássaro estará mais bem nutrido, o que favorece também a uma maior expressão do potencial genético.

Por último, é importante frisar o controle da ambiência. Quando falamos de ambiência ressaltamos a temperatura e umidade do criadouro. É importante que a temperatura seja adequada à idade e a espécie. Em geral, para pássaros adultos a temperatura ideal é de 21° C, e filhotes a temperatura varia de 34° a 28° C, reduzindo a temperatura conforme a idade vai aumentando. Quanto à umidade, deve-se tomar cuidado, pois ambientes úmidos, propiciam o desenvolvimento de fungos, o que provocam afecções de pele e do sistema respiratório. Tomar cuidado também com a ventilação, pois filhotes não suportam vento direto, e os adultos devem ter uma certa ventilação, mas não em excesso.

Portanto para aproveitar todo o potencial genético de uma ave, é preciso cuidar da higiene, nutrição e ambiência, e como conseqüência teremos resultados fantásticos.

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Enzimas Digestivas


As enzimas digestivas colocadas na ração agem como potencializador, ajudando a ave a digerir a mesma junto com as enzimas produzidas por elas próprias.
É muito importante ressaltar que no caso da Lipase (enzima que digere as gorduras) as aves somente adquirem total capacidade de produção própria lá para os 15 dias (no caso de pássaro isso acontece bem mais cedo). Assim, a presença dessa enzima é de enorme importância para aumentar o desempenho da ave que é retirada do ninho desde o primeiro dia.
A ração megazoo é a única no Brasil que contém essa enzima. Normalmente as outras similares utilizam a protease, amilase e celulase (respectivamente para digestão da proteína, amido e celulose). Essas enzimas são mais importantes para leitões com dieta rica em fibras.

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Higiene em ornitologia


Todo criador de pássaros busca ter uma boa criação, mas para que isso ocorra, ele depende basicamente de três fatores que são:

•  Genética de qualidade (canto/porte/cor)

•  Nutrição balanceada

•  Higiene

Pode-se dizer que não adianta ter um pássaro de alto padrão genético se não tiver as outras duas bases atuando juntas, pois para que esse animal expresse todo o seu potencial genético é preciso que ele tenha uma nutrição balanceada e que o ambiente seja livre de microrganismos maléficos.
O objetivo da higienização é o de promover a manutenção da saúde animal, de forma a prevenir doenças e enfermidades.
A desinfecção é uma das ferramentas utilizada em higiene, e consiste no controle ou eliminação dos microrganismos indesejáveis. A desinfecção pode ser física ou química.
Entre os métodos físicos podemos citar as radiações solares, que pelos raios ultravioleta promove uma desinfecção lenta , e outro método físico, podemos citar a vassoura de fogo.
O método químico é o mais usual e efetivo em defesa sanitária, e podemos citar a utilização do cloro, formol e ácidos orgânicos.

Passos de uma desinfecção:

1°) Para uma desinfecção ser efetiva deve-se realizar previamente uma lavagem com água e sabão, só esse manejo carreia grande parte dos microrganismos, além do que a maioria dos desinfetantes tem uma ação limitada em matéria orgânica (resíduos de alimentos e fezes).
2°) Aplicação do desinfetante em equipamentos, utensílios e superfícies conforme a recomendação do fabricante.

A Quinabra desenvolveu um higienizante nobre de ultima geração , que possue como característica benéfica poder ser aplicado sobre os pássaros por ser não tóxico e não irritante, o que dá um caráter extremamente prático e seguro para o criador, o que reduz o estresse nas aves por não precisar tirá-las das gaiolas .
Esse higienizante tem como princípio ativo os ácidos orgânicos, e seu nome comercial é Kilol-L.

ÁCIDOS ORGÂNICOS:
Possui ação bactericida e fungicida prolongada sobre superfícies equipamentos e ambiente. Sua ação microbicida consiste na redução do pH.

Kilol-L - Higienizante Nobre

Produto biodegradável com excelente ação microbiostática e de ação duradouro indicado para ser aplicado em criatórios, gaiolas, viveiros, ninhos, comedouros, bebedouros e equipamentos de criação proporcionando uma sanitização segura e livre de resíduos.

Características benéficas:

  • Controle eficaz contra bactérias e fungos;
  • Ação prolongada;
  • Não tóxico e não irritante;
  • Não precisa de enxágüe.

A ação de choque da maioria dos desinfetantes age por um período muito curto, a ação prolongada do Kilol-L permite uma ação por mais de 40 minutos, mantendo o ambiente livre de microorganismos indesejáveis.

A ação dos ácidos orgânicos confere ao Kilol-L um pH que atua sobre os microrganismos patogênicos, mas mantendo a flora benéfica do ambiente conferindo assim um maior equilíbrio no controle da microflora.

Conservar em sua embalagem original, em lugar fresco e seco, longe de agrotóxicos de uso tradicional.

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Novas tecnologias em nutrição de pássaros


Atualmente observamos uma crescente preocupação em relação à prevenção de doenças, e uma das formas já conhecidas de obtermos esse objetivo é através da nutrição. Nesse ponto atentamos a uma dieta balanceada. Paralelo a essa dieta balanceada foram estudados outras tecnologias que previnam doenças intestinais e com isso otimizem o aproveitamento dos nutrientes, fazendo com que a aves tenha um melhor aproveitamento da dieta. Como conseqüência a ave estará bem nutrida, sendo assim, mais difícil o aparecimento de doenças oportunistas. Com isso o criador reduzirá prejuízos com medicamento, queda de postura, redução de desempenho em torneios e até a morte de sua estimada ave.

Dentre essas novas tecnologias em nutrição animal podemos destacar prebióticos, probióticos, ácidos orgânicos, antioxidantes e adsorventes de micotoxinas.

Prebióticos: são ingredientes não nutricionais que propiciam o crescimento de bactérias benéficas do intestino, ele também pode carrear a bactéria patogênica para as fezes .

O que determinará qual o seu mecanismo de ação sobre as bactérias intestinais é o tipo de prebiótico usado na dieta.

Probiótico: são bactérias vivas adicionadas na dieta de aves com o intuito de influenciar beneficamente o hospedeiro. Os principais modos de ação dos probióticos sobre as bactérias patogênicas são por competição por sítios de ligação no epitélio intestinal, produção de substâncias anti-bacterianas, competição por nutrientes e estímulo do sistema imunológico.

Como exemplo de alguns microorganismos podemos citar: Lactobacillus acidophilus , L. casei , L. lactis , Enterococcus faecium , Bifidobacterium spp e Bacilus subtilis .

Ácidos Orgânicos: são substâncias que atuam no trato gastrintestinal, inibindo e controlando o desenvolvimento de bactérias patogênicas, manter integridade do epitélio intestinal, o que favorece a uma absorção de nutrientes da melhor forma possível. Entre os ácidos orgânicos podemos citar o ácido cítrico, lático, fumárico e ascórbico.

Antioxidantes: essas substâncias vem sendo muito discutido não só em nutrição animal, mas também em nutrição humana. Um exemplo disso é a utilização dessas substâncias como a vitamina C (ácido ascórbico) em períodos de desafio como a chegada do inverno para prevenir a gripe.

Os antioxidantes seqüestram radicais livres, que são os responsáveis pela destruição celular como as do sistema imune. Então a utilização de antioxidantes em nutrição tem como finalidade proteger o sistema imune e outras células, fazendo com que a ave esteja mais preparada situações de estresse, reduzindo a entrada de doenças oportunistas.

Entre os antioxidantes podemos destacar as vitaminas C, E, o bioflavonóides e zinco.

Adsorvente de micotoxinas: micotoxinas são produtos do metabolismo de fungos que se desenvolvem em grãos, sementes e rações. Existem diversos tipos de micotoxinas, mas um em especial é de grande preocupação no Brasil que é a aflatoxina. Essa micotoxina é produzido pelo Aspergilus flavus e A. parasiticus, que quando encontram umidade propícia (mais de 12%) se desenvolvem e produzem esse metabólito tóxico. Então onde houver um descuido com os grãos, seja na colheita, transporte, na armazenagem, e mesmo no estoque inadequado em casa ou na loja, esses fungos se desenvolvem, e após a produção da toxina, mesmo que se mate o fungo por calor, a aflatoxina não é eliminada. Portanto o risco de presença da micotoxina é altíssima, basta um descuido que a aflatoxina é produzida.

Entre os efeitos da aflatoxina podemos citar:

•  Supressão do sistema imune.
•  Lesão no fígado (câncer hepático).
•  Redução do consumo de alimento.
•  Diminuição da performance produtiva.

Os aluminosilicatos atuam como adsorventes de micotoxinas, carreando as mesmas para que não sejam absorvidas pelo organismo das aves, promovendo a prevenção da intoxicação.

A Quinabra disponibiliza no mercado o Layinex Pet, que possui em sua formulação Ácidos Orgânicos, Antioxidantes e Adsorvente de Micotoxinas (aluminosilicatos), sendo um excelente produto no que diz respeito à prevenção de doenças bacterianas no trato gastrintestinal; melhora na absorção de nutrientes favorecendo um melhor aporte nutricional; combate radicais livres, protegendo o sistema imunológico da aves; e por ultimo adsorve micotoxinas (aflatoxina), prevenindo danos contra dessa toxina.

Modo de usar:

Um sache de 3g para cada quilo de semente ou farinhada.

 

Reportagem Dr. Felipe Victório de Castro Bath

Prezados leitores e amigos! Estou de volta. E
depois de um tema bombástico anterior que foi a verdade sobre coccidiose hoje é a
hora da verdade sobre os piolhos, ácaros e o uso de ivermectina em aves. A cada
tema polêmico abordado percebo que as pessoas estão cada vez mais atentas e
críticas à informação propagada principalmente na internet. Já publicamos aqui
inúmeros artigos como pivite em Trinca Ferro, Sinusite em Aves, Clamidiose,
Sucesso em aves de torneio e tanto outros ao longo desses quase 2 anos. Como o
tempo passa rápido... Lembro como se fosse ontem eu todo humilde panfletando na
feira da Tijuca (coisa que faço até hoje) antes que pensem que perdi a humildade... e
encontrando pessoas que são realmente grandiosas como o Oscar Saldanha; Jose
Luis (JLC) e tantos outros criadores de renome e hoje percebo como afeto e entro na
vida das pessoas com os artigos escritos aqui. A grande satisfação é uma pessoa te
ligar e falar exatamente o que você descreve no artigo sem omitir fato nenhum. A
identificação precisa da carência de informação técnica sobre o assunto. Isso não tem
preço. Mas antes que as lágrimas escorram vamos ao que interessa. Hoje o tema é
longo! Estou empolgado! Por isso para não perder o hábito fiquem confortáveis e boa
leitura. Os ectoparasitas vão se subdividir nas aves em dois grandes grupos de
importância: piolhos e sarnas. E os carrapatos?! Também pertence aos ácaros, mas
para nós aqui hoje em pássaros não possui muita importância. E não estou aqui para
ficar falando classificação taxonômica. Esses piolhos e ácaros são subdivididos em
chupadores (sangue) ou mastigadores (pena).
Sabendo-se disso vamos entender como funciona a ivermectina. Esta deve ser
absorvida pelo organismo seja de forma tópica, oral ou outra via e ser metabolizada no
fígado tornando-se ativa. Ela age efetivamente causando uma "paralisia muscular" do
parasita e este acaba morrendo de inanição na maioria das vezes. Então já cai a
primeira lenda que não adianta usar ivermectina direto em cima do parasita em
questão, pois tem que metabolizar no fígado da ave. A segunda lenda é que a
maioria dos ectoparasitas nas aves são mastigadores com raras exceções e por isso o
produto não fará efeito, pois a ave esta comendo penas e o não terá contato com o
produto mesmo depois de metabolizado. Então meus amigos usar ivermectina e ainda
mais de forma indiscriminada para ectoparasitas há grandes chances de errar. E por
outro lado vermifugar a ave com o produto vocês já viram na edição passada que é
desperdício de tempo e dinheiro.  Vejo milhares de pessoas usando 1 gotinha de
ivermectina na coxa ou no bico ou o que é pior veterinários repetindo e propagando o
erro em suas consultas dizendo que estão vermifugando a ave ou que é profilaxia para
piolhos... e o pior que as pessoas acreditam e chega ao ponto da pessoa falar que
você não vermifugou a ave dela na consulta... putz aí é o fim da picada aí essa pessoa
merece ganhar a coletânea da Revista Pássaros para ler e fazer uma lavagem
cerebral de conhecimento. Hoje existem produtos veterinários a base de ivermectina
que possui as suas indicações, mas vejo tanta pessoa usar errado aí depois reclama
que intoxicou ou que o produto é ruim. O problema está quando e onde usar. Essa é a
grande questão. O exemplo clássico é sempre assim: minha ave está se coçando e já
usei 1 gotinha na coxa e já usei o produto veterinário e ela continua se coçando e
arrancando penas.
A resposta é simples, primeiro usar gotinha na coxa não é dosagem e nem
terapêutica, isso é pajelança/curandeirismo e não medicina veterinária preventiva.
Segunda mesmo que use o medicamento veterinário indicado para aves registrado
tudo certinho com certeza faz subdosagem. O produto é claro é 1 gota para 5g de
peso da ave. A pessoa quer fazer 3 gotas num Trinca Ferro... aí fica difícil no mínimo
ele vai pesar 70g o que daria 14 gotas em contato direto com a pele do produto... outro
erro muita gente não afasta as penas para administrar o produto corretamente. O
produto é bom, mas não sabem usar. E por fim se você fez tudo certo ficará triste
agora, é que ivermectina não possui ação sobre ectoparasitas malófagos
(mastigadores)... ahhh... que triste... eu sei é um choque para todas as pessoas.
Ahh... antes que me esqueça usar spray mata barata para acabar com piolhos
também é pajelança e das brabas mesmo. Eu não sei o que leva uma pessoa a usar
um produto que mata barata na sua ave de estimação! Podia usar na cabeça do filho
também né!? Depois dessa proponho ate uma pausa para retomar o ar... Aí sua ave
continua se coçando; daí já evolui para automutilação e piora tudo. Automutilação fica
para outra hora. Outro exemplo é a ave que coça o olho no poleiro. Com quase toda
certeza está com sarna. Mas o Dr. lá falou que era conjuntivite no meu cúrio. Pode até
ser, mas a causa primaria foi pela sarna. Os sinais são claros: irritabilidade, coceira,
emagrecimento, etc. Quando falo muitas vezes para a pessoa que a ave possui piolho
ou ácaro ela tira o poleiro e bate no papel branco. Todos já fizeram isso. Todos
querem ver o danadinho! Mas neste caso de bater o poleiro só vera piolhos vermelhos
que chupam sangue das aves. Esse sim a ivermectina fará efeito, assim como nos
ácaros que parasitam as vias aéreas principalmente de canários. Mas nem tudo é isso
e muitas vezes devem ter uma Micoplasmose associada e cura não é total. Não é tão
difícil de uma ave possuir piolhos vermelhos, mas é mais comum quando tem ninho e
podem levar a morte rapidamente os filhotinhos. Então Dr. Felipe qual o melhor
produto ou o mais indicado para esses piolhos ou ácaros que mastigam penas.
Logicamente tem que ser um produto por contato. Que mate o ectoparasita quando
entra em contato diretamente. Temos hoje produtos em pó ou líquidos. Eu
particularmente não uso os produtos em pó pelo risco da ave esfregar o olho nas
penas e ingestão do produto. Além do mais você fazer na clinica é uma coisa. A
pessoa fazer em casa é totalmente diferente. A pessoa não consegue manusear a
calopsita tão bem quanto você e ainda mais colocar produto em pó. Com certeza vai
uma pitada no olho certo... Eu prefiro os produtos líquidos, pois alem de penetrar
facilmente as penas e encharcar rapidamente a ave pode pegar nas mucosas que
nada ira acontecer com a ave. Irritabilidade são raras pelo produto. O detalhe é fazer
isso em dias quentes e secar a sombra ou ao sol dependendo do produto. Hoje
existem produtos naturais muito bons, porém estes devem ser feitos por mais tempo e
em intervalos menores de administração. E jamais esquecer que dependendo da
espécie mais de 90% dos ectoparasitas está nas instalações do criadouro e gaiola,
outro erro crucial. Toda ave é susceptível a piolhos e ácaros. A melhor maneira de
evitar é profilaxia e controle. As mesmas coisas que comentamos sempre quarentena
de aves novas; exames rotineiros e ter um acompanhamento de um profissional
especializado.

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Hemolitan X Glicopan

Nenhum complexo vitamínico é necessário para os animais que comem rações balanceadas como as Extrusadas.
O Hemolitan não é recomendado para os frugívoros/insetívoros, pois a suplementação de ferro pode causar hemocromatose, ou doença do armazenamento do ferro. Na próxima edição da revista Pássaros terá uma matéria minha sobre esta doença. Vale a pena ler.
Abraço,

_________________
Dr Renan Cabral Cevarolli
CRMV-RJ 11092
Pós Graduado em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens

21-99666112 21-78553016

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Matéria sobre fibra

Sempre navegando pela internet vendo as novidades. Vi que um amigo publicou o artigo. Entao realmente o artigo é antigo e foi creditado inicialmente na Revista Passaros. Ontem pedi ao Louzada para escrever aqui para voces pelas inumeras duvidas que gerou o artigo. A ideia é simples é dar energia (glicose) para a ave momentos antes de ir para o torneio e no torneio; fazendo com que a glicemia fique alta e nao sinta tanta fome assim na roda, com isso aproveite melhor o tempo util para cantar ao inves de comer. Peço desculpas ao Alex que parece que estou retrucando ele, mas nao tem nada haver. O produto é esse mesmo da Alcon e nao o açucar de uva que é dextrose e o gosto nao é tao bom assim. Mas eu recomendo uma colher pequenininha de cafe no bebedouro. Fica levemente rosa. Tem que fazer um teste alguns dias antes para saber se a ave aceita essa agua, ok. O uso é só no dia do torneio mesmo. E por fim tem chefe de roda que nao aceita isso na roda, ok. Espero poder participar mais do Forum contribuindo de certa forma. Um forte abraço a todos!

Dr Felipe Bath

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Coleiros e Trincas © 2008 Fabiano Louzada