PRINCIPAL NOTÍCIAS LINKS FORUM DOWNLOAD CONTATO
  
   Bem vindo, visitante!    Login  
Menu


Publicidade

(1) 2 3 4 ... 46 »
Coleiros e Trincas :  ACAP-ES INÍCIO TEMPORADA DE TRINCA FERROS 2014
Enviado por jlouzada em 04/07/2014 15:40:00 (56 leituras)

A ACAP-ES comunica o início da temporada de trinca ferros 2014 a partir do próximo sábado dia 05/07/2014.
Desde já agradece a participação de todos.

Comentários?
Coleiros e Trincas : ANILHAS CAPRI
Enviado por jlouzada em 29/05/2014 23:14:26 (75 leituras)

Anilhas SISPASS/CAPRI



Prezado Criador Amador,

Verificamos que não foi solicitado todo o seu limite de anilhas para temporada.

Informamos que está chegando ao fim o prazo para solicitação do seu limite de anilhas para a temporada de criação 2013 que vai até 31/07/2014.

Caso seja solicitada anilha na temporada 2013 e não seja utilizada, elas poderão serem utilizada nas proximas temporadas de criação, e você ainda terá a renovado o seu limite de anilhas em 31/07/2014 para mais 35 anilhas conforme a IN10.

Adiante o seu pedido de anilhas para não perder o limite de anilhas para temporada.

Para conseguir fazer seu pedido de anilhas clique no link abaixo:

http://www.anilhascapri.com.br/siscapri.htm

Caso tenha alguma duvida a equipe Anilhas Capri fica a disposição para esclarece-la.

F: (11) 3076-7878

atendimento@anilhascapri.com.br

Anilhas Capri

Boa Criação!!!!

Comentários?
Coleiros e Trincas : AMANTES DE CURIÓ - ESPECIAL
Enviado por jlouzada em 17/05/2014 00:15:37 (136 leituras)

Amantes de Curió – Especial

https://www.youtube.com/watch?v=QpnwM1guqEE&list=UUIw94HBD5Gkbxl1_-izJN-Q

Muita gente havia me pedido o trabalho que se originou naquele CD “Cinquenta Anos de Curió’ que fizemos há cerca de quinze anos e que já serviu para conservar a maioria e os mais importantes dialetos que temos. Resolvemos, então, efetuar este trabalho em vídeo para repassar aos amantes do curió o acervo que na realidade pertence a todos aqueles que admiram o canto desse maravilhoso pássaro das Américas e que consegue produzir diferentes sons conforme o ambiente que vive.

Utilizamos a nomenclatura a partir de informações que tínhamos e que podem de repente não ser a mais adequada. Estamos há anos compilando os dialetos, uns de altíssima sonoridade, outros nem tanto. Há, logicamente muitos destaques mas que tiveram o tratamento igual, pois a idéia maior é a divulgação equivalente de todos. Infelizmente, perdemos muitos mas ainda bem que deu para juntar esses aí num só arquivo e dar conhecimento amplo aos interessados.

Abraços

Aloísio Pacini Tostes

www.lagopas.com.br

Comentários?
Coleiros e Trincas : PEDIDO DE ANILHAS
Enviado por jlouzada em 12/05/2014 23:23:56 (72 leituras)




Anilhas SISPASS/CAPRI


Prezado Criador Amador,

Informamos que o tempo limite para solicitação de anilhas para temporada de criação 2013/2014 vai até 31/07/2014. Verificamos nos cadastros, que vários criadores ainda não solicitaram anilhas para o período de criação.
Não perca o prazo para solicitação de anilhas, adiante o seu pedido agora mesmo.
Para conseguir fazer seu pedido de anilhas clique no link abaixo:
http://www.anilhascapri.com.br/siscapri.htm
Caso tenha alguma duvida a equipe Anilhas Capri fica a disposição para esclarece-la.
F: (11) 3076-7878
atendimento@anilhascapri.com.br
Anilhas Capri
Boa Criação!!!!


Comentários?
Coleiros e Trincas : A estória do BROTERO
Enviado por jlouzada em 02/05/2014 23:20:00 (336 leituras)

BROTERO – Morando em Brasília, em 1981 de manhã em horário de expediente, recebi um telefonema, do Galego que queria falar comigo pessoalmente de forma urgente. Estava trabalhando, mas mesmo assim saí em disparada pensado ser um problema de saúde, ou um desentendimento em família e que poderia de alguma forma ajudá-lo. Ele morava em Taguatinga DF, bem longe de onde estava, mas naquela época não havia trânsito forte e radar, rsss. Cheguei rapidinho, cheio de gente e numa sexta feira, estranho demais. Qual não foi minha surpresa quando o saudoso Galego disse: “não é nada não, é só uma coisa que quero te mostrar” Fiquei assim, meio tonto, sem entender direito. Em seguida entrou em sua casa e saiu com uma gaiola bonita e um bicudo maracajá dentro. Pendurou o bicho numa das estacas que lá havia e balbuciou: “veja isso aí, vais cair duro, é um brotinho”. De repente, o bicudinho começou a cantar o Canto Goiano Clássico (CGC) com todas as notas, repetindo entre dez a quinze cantos. A maviosidade de seu canto, a voz era de estontear, parecia que estava diante de uma virtuose da música, e era mesmo. Aí, realmente perdi a fala, uma loucura total, pura fascinação. Me aproximei, ele batia fogo, dava “quem-quem”, cheio de penas pardas, tinha o bico rajado e cabeça bem chata, cara de guerreiro. “E aí, gostou”? Dizia ele. Esperei um pouco, respirei fundo, respondi: “lógico, quanto é? Ele veio com a ladainha: “olha reservei para ti, te chamei porque tem muita gente que ficou interessada, me oferecendo isso e aquilo, mas só tem duas pessoas que passarei, ou tu ou o Ataliba que vai chegar aqui daqui um pouco. Resolves logo porque senão vai para ele, faço qualquer negócio contigo, me dá um bicudo e o que é de direito de volta”. Realmente percebi que ele tinha grande apreço por mim, pois estava facilitando a transação. Foi bicudo, curió, uma espingarda, gaiolas, rádio, ferramentas, filhote de cachorro e uma pequena quantia em dinheiro. Fizemos o negócio, de brotinho virou BROTERO na hora. Encapei o bicho e fiquei por ali mais um pouquinho e todo o pessoal me cumprimentando, todos dizendo: “fizeste um negocião, este bicudo só vai te dar alegria”.
Já ia embora quando chegou o Ataliba, perguntando: “Galego, cadê o material que ias me mostrar”. “Tá aí”, respondeu ele apontando para mim. “É amigo, peguei o bicho”. E ele: “Deixa-me ouvir ele cantar”. Desencapei e pendurei novamente na estaca. Foi aquele show: tremendo as asas, abriu com catorze cantos e depois nove, e depois doze, sem errar uma nota. Fiquei trêmulo, e todos espantados com a performance. Realmente, de admirar. Brincando falei para o Galego: “arruma outro pra ele”, riso geral. Ficou tudo bem, havia um apreço recíproco em mim e Ataliba. Mas o prazer, naquele momento, foi quase sexual, rssss Alguns dias depois, voltei lá e perguntei ao Galego sobre a estória dele: “Maciel é que sabe direito, diga aí”. O amigo Maciel que estava presente: “olha, ele veio lá de Brasilinha, divisa do DF com Goiás pra lá de Planaltina do DF. Já cantava assim desde pardinho, não teve professor, até porque é difícil alguém ter um bicudo de canto tão perfeito como esse”. Senti firmeza no relato porque havia a referências de vários bicudeiros daquele tempo que o CGC provinha daquela região entre Brasília e Formosa, passando pelas duas Planaltina do DF e de Goiás. Confirmado havia também informações efetivas sobre outros bicudos antigos oriundos daquelas cercanias, tais como: Brioso, Bicolor, Bolsinha, Melodia, Geladeira e mais uma porção deles. Eram poucos, localizados, porém volta e meia se via outros CGC inclusive nas rodas de fibra. Esses também emitiam notas invertidas parecidas com as chamadas “alteadas” do canto praia grande de curió. Sabia também que aquele bicudinho deveria ser um dos últimos com aquele tipo de dialeto. O estrago já estava feito anteriormente, poucos tinham preocupação com a questão ambiental, supunham que os recursos naturais eram inesgotáveis. Dessa época para frente é que se iniciou com força a reprodução doméstica de bicudos e que se pode ao contrário da ameaça que estava sofrendo para efetivamente livrá-lo da extinção. Bom lembrar que não havia domínio sobre o manejo de reprodução ex situ de pássaros nativos e mesmo a prática.
Batia a informação, era sabido, só bicudos oriundos dessas região tinham uma característica vocal ímpar: dar “alteada”. Uma raridade, um melindre, uma dádiva para os aficionados de canto de bicudo. Hoje se sabe que elas fazem parte de um bloco de notas: “gam-kem-tim-tim- tó-ki-tó”. Explicando melhor: para emitir a alteada “Tim-Tim” (um agudo forte) ele tem que fazer a preparação em grave “Gam-Kem” e depois a saída em “Tó-Ki-Tó”. O Brotero dá um Ki a mais que o exigido. Se observarmos o sonograma vamos perceber que são as duas únicas notas subindo (de baixo para cima no quadro), invertidas, vão do grave para o agudo ao contrário de todas as outras. Esse é o charme e o grande grau de dificuldade. Havia também muitos que chamávamos de Goiano Liso (bem mais comuns), que seriam do outro lado da região de Brasília indo para o lado de Anápolis GO, de onde veio o Dois de Ouro, o Africano, Bereco e muitos outros que cantavam parecido. Estava acostumado com o canto dito “Corrido” que havia em Uberaba semelhante ao de Ribeirão. Podemos afirmar, então que se extrairmos o bloco da alteada do CGC ele ficará parecidíssimo com qualquer um desses cantos que aqui referimos. As demais notas são praticamente idênticas diferem pouco. É só fazer montar um sonograma e comparar o gráfico das notas e evidenciar suas semelhanças. Voltando a falar do Brotero, em casa lá no Lago Norte, tinha a companhia de Batuque que cantava bem parecido com diferença na entrada de canto, na voz, entonação e na saída da Alteada o Ki a mais. Ficaram juntos por três anos. Um segurava o canto do outro. No início, comecei a andar com o Brotero mais para mostrar aos companheiros e para ouvi-lo cantar, porque não aprontou devidamente para roda que era a intenção final. Custei para conseguir acasalá-lo, demorou para aceitar fêmea. Enquanto isso, passei a levá-lo em torneios de canto, que estavam sendo implantados naquele tempo. Em quase todos sempre na cabeça, também com aquele canto lindo e repetindo, era demais. Só restou uma grande mágoa num torneio em
Campinas SP ele se apresentou como nunca, repetiu e deu o verdadeiro show foi aplaudido mas ficou classificado em terceiro lugar, num torneio de canto cheio de bicudo dando defeitos e tudo o mais. Uma coisa de louco. Fiquei igual uma onça de brabo e não o trouxe mais por esses lados. Por essas e outras, nunca fui muito fã em participar em torneios de canto. Infelizmente há muita subjetividade e isso prejudica a justiça nos resultados. Por isso é sempre foi motivo de muitos desentendimentos entre os expositores, há de se encontrar uma forma de resolver essa complicada questão para se promover efetivo estímulo aos cultivadores de qualidade de canto. Fiquei com o dilema o canto diferenciado do Brotero, mas continuava com a intenção de colocá-lo na roda. O achava muito novo, por isso não estava forçando a situação. Como treinamento o levava de um lado para o outro, afim de que ele se acostumasse a viajar. Todavia, houve um fato que alterou o encaminhamento referente escolha da modalidade de participação do campeão. Dizem que as coisas não acontecem por acaso. Pois é, um dia o levei a um treino na antiga sede da ACPB na 907 Sul. Coloquei Brotero na roda de fibra, ele cantou durante duas horas seguidas sem ir no cocho, um verdadeiro show. Aí aconteceu um fato que gerou a preservação do CGC. Estava por lá o amigo Paulo Borges que observando a roda chegou perto de mim e disse: “Aloísio, você não devia colocar esse bicudo em rodas de fibra, já observou que não há mais bicudos com esse tipo de canto, agora é só esse canto comum Goiano (Liso) e esses “Tchau-Tchau” que estão aí, só os seus é que cantam assim, você tem que gravá-los”. Fiquei espantado e argumentei: “isso não tem jeito, não dá certo”. Aí, o amigo Alberto Santos Marques o Betão, que também estava perto interferiu: “como não, tem, o Luis do Brasília Radio Center que dá um jeito nisso ele tem um estúdio e sabe tudo de gravação”. Fiquei espantado, pensei será? “Vamos ligar agora para ele”, Afirmou Betão. E assim fizemos, ligamos de imediato para o Luis, ele atendeu e disse no ato: “que isso, podemos sim fazer e fica bom, já gravei pássaros e vamos aceitar esse desafio juntos”. Atônito, fiquei animado e comecei a raciocinar: se não fizer a gravação, será o fim deste canto com alteada porque só o amigo Ataliba é que possui ainda o Bolsinha e outro. Seria a extinção total. Realmente, havia uma preocupação muito grande quanto a ele estragar o canto, perder a alteada ou começar a dar “tchau-tchau”. De uma nota para duas era só o tempo passar o risco era grande. Os bicudos que estavam chegando de fora em sua maioria davam esse defeito. Uma verdadeira praga, um som dissonante.
Daí, marquei com Luis e começamos o processo de gravação. O fizemos com alguma dificuldade por causa do local do estúdio, muito escuro e desajeitado para um pássaro lá cantar com desenvoltura. Queríamos um local externo para gravar naquele tempo era quase muito custoso e teria que levar uma parafernália muito grande, tinha que ser no estúdio mesmo. Ia para o local de madrugada para evitar o ruído do trânsito, um grande sacrifício. Levamos cerca de seis meses para concluir a gravação primeiro do Batuque e logo do Brotero, em fitas de rolo da melhor qualidade importadas e não dava para fazer edição com a facilidade que se tem hoje nos meios eletrônicos. Naquela época, há 30 anos atrás, era meio físico sem qualquer ajuda tecnológica, volume, reverbe, ruídos eram complicômetros difíceis de serem contornados. O custo altíssimo, mas conseguimos e as produções estão aí, preservando o CGC. Suponho que hoje todos os que existem vieram dessas duas produções que fizemos. A nossa maior alegria é que está sendo motivo e estímulo a um grande número de criadores a produzirem bicudos em ambientes controlados. Cada um que canta o dialeto me emociona, sentimos um ponta de orgulho e de satisfação. Enquanto isso, a fama do Brotero se irradiou por todos os lados, quem o ouvia ficava deslumbrado em qualquer oportunidade, por isso logo despertou o interesse em muitos. Começaram então a surgir propostas de todos os lados. Resisti, tinha uma grande inteiração e um carinho absurdo com ele. No entanto, tinha resolvido a não colocá-lo na roda, com aquela excelência de canto e repetição, seria um crime. E assim foi até que houve uma grande insistência, foram quase um mês de ligações duas a três todos os dias. Não aguentava mais, até que em 84 aceitei passa- lo para o amigo Antonio Carlos Carone de Belo Horizonte MG. Não teve jeito ele quase me deixa doido. Prometeu que iria cuidar dele da melhor forma e que iria morar em sua suíte junto com a sua feminha. O estimado Carone andou levando Brotero em vários torneios, onde foi ganhou com sobras, inclusive no Estado de São Paulo. Ele falava grosso e se impunha pela sua simpatia e persuasão. Brotero, com aquela repetição e a maviosidade no canto, e a voz era para arrasar. Passado algum tempo haveria um torneio em Uberaba, estava lá o campeão. Larguei a roda e fui correndo para ver a apresentação. Aconteceu o que tanto temia, ele havia perdido a alteada. Deu um show, repetiu, foi aplaudido efusivamente por todos. Menos por mim, fiquei amargurado.
Hoje me arrependo de ter tido a reação que tive. Cheguei perto do estimado Carone, já em outro plano, e disse: “você estragou o bicudo, agora virou um canto comum, sem alteada, eu te avisei para não deixar ele perto dos outros”. Ele retrucou “você acha que só os seus é que prestam, agora que ele não é mais seu vem me dizer isso”. Lamentável, ficamos com as relações estremecidas por algum tempo. Devia ter me contido, pois era evidente que aquilo iria acontecer. Carone tinha um monte de bicudos de canto, cada um melhor do que o outro, fazia questão de qualidade. Mesmo assim, Brotero era o seu destaque, todos reconheciam. E assim foi durante algum tempo, até que vem a péssima notícia. Um gavião comeu o campeão. Mas como? Veio a explicação: “fui tomar banho e o coloquei para tomar sol na janela de meu quarto, de repente, veio um gavião e o pegou na gaiola e deixou só a cabeça, quase morri junto, foi um duro momento de minha vida, entrei em depressão por muitos dias”. O que fazer foi uma fatalidade, tivemos que aceitar. Passados alguns anos escrevi ao Carone, dizendo que me arrependia da atitude lá em Uberaba e que se Brotero havia servido para estreitar nossa amizade ele não poderia de forma alguma ser motivo para o afastamento recíproco. Ele entendeu e me perdoou, voltamos à boa. E mantivemos, afinal, muitos contatos amistosos e respeitosos. Essa foi a estória do excelente bicudo Brotero, que infelizmente não deixou descendentes, pois não era prática à época. No entanto, graças ao alerta do amigo Paulo Borges, deixamos o seu canto goiano clássico, um presente que a natureza nos deu, registrado em gravação que fizemos em 1982, conforme link abaixo. Produção essa que imortalizou a maviosidade de seu canto e a inconfundível voz entre nós amantes e conservadores dessa extraordinária ave, o bicudo. https://www.youtube.com/watch?v=DZTWWvXYhi4&list=UUIw94HBD5Gkbxl1_-izJN-Q
Aloísio Pacini Tostes Bonfim Paulista – Ribeirão Preto SP Multiplicar para Conservar www.lagopas.com.br

Comentários?
(1) 2 3 4 ... 46 »



Publicidade

Parceiros
Pesquisa
Pesquisa personalizada
Contador


PRINCIPAL NOTÍCIAS LINKS FORUM DOWNLOAD CONTATO

Coleiros e Trincas © 2008 Fabiano Louzada