PRINCIPAL NOTÍCIAS LINKS FORUM DOWNLOAD CONTATO
  
   Bem vindo, visitante!    Login  
Menu


Publicidade
Coleiros e Trincas : Noticias do Jornal Estado de Minas - MG - IMPORTANTE
Enviado por jlouzada em 18/08/2008 23:17:25 (1408 leituras)

ESPÉCIES AMEAÇADAS
Ibama limita ação de criatórios

O artigo 6º da Lei 5.197/1967 que estimula a construção de criatórios destinados aos animais silvestres para fins econômicos e industriais pode sofrer uma alteração. Uma deliberação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Instrução Normativa (IN) 169, quer limitar a atuação do setor. Bem próximo de Belo Horizonte, numa área verde de 30 hectares em Betim, na região metropolitana, mil aves da fauna nacional e exótica vivem no criatório comercial do Vale Verde Parque Ecológico. Elas se reproduzem e garantem a continuidade de 100 espécies, das quais 11 estão ameaçadas de extinção: pomba-goura, cuiu-cuiu, papagaio-do- peito-roxo, loris amor amor, derbiana, três espécies de tiriba, ararajuba, papagaio-do- espírito-santo e arara-azul-grande (os dois últimos são típicos do Leste de Minas, na divisa capixaba e com o Rio de Janeiro, e do Nordeste de Minas, respectivamente) .

“Há 400 espécies nas mãos de criadores comerciais, e o Ibama vai lançar uma lista restringindo esse número para 20. Todas que não estiverem na relação terão prazo de três anos para ser devolvidas à natureza. Será uma tragédia ambiental, pois elas terão de ir para os zoológicos, que não têm condições de recebê-las, ou aos mantenedores, que são proibidos de estimular a procriação”, afirma o coordenador do criatório do parque, o biólogo Paulo Machado.

A auditora interna Érica Vieira de Carvalho, de 30 anos, é de São Paulo e, num compromisso de trabalho em Betim, aproveitou para conhecer o parque. “A preservação ambiental é um dos focos das discussões no mundo e há um desequilíbrio enorme devido à extinção das espécies. Como a fiscalização não tem olhos para combater as causas dessa ameaça na natureza, é importante que a população tenha a iniciativa de preservar”, disse.

Com a nova instrução do Ibama, o parque e outros criatórios podem fechar as portas e interromper projetos de educação, que têm foco turístico e ambiental. Para Paulo Machado, o uso de populações em cativeiro é de extrema importância para apoiar os projetos de conservação. “Há vários casos de espécies que foram recuperadas na natureza devido a esse fator. Um caso clássico é o ganso-do-havaí . Hoje, temos a arara-de-spix, que está extinta em ambiente natural e, no futuro, temos a esperança de reintroduzi- la”, afirma.

Segundo o biólogo, um dos principais pontos das discussões entre pesquisadores, integrantes do governo, organizações não-governamentais e grupos de conservação, no que se refere aos criadores comerciais, são os recursos financeiros envolvidos no empreendimento. “É inviável investir sem um retorno financeiro. No Vale Verde, gastamos R$ 30 mil com as aves. É romântica a idéia de que a preservação da flora e da fauna seja auto-sustentá vel”, diz.

O coordenador de Fauna do Ibama, João Pessoa, informou que o número de 20 grupos indicados por Paulo Machado não procede, pois ainda está sendo analisado. Segundo ele, há 1,4 mil criatórios no Brasil, dos quais 50% concentrados em São Paulo e em Minas Gerais. Acrescentou que a atividade é importante para a preservação das espécies porque reduz a pressão sobre os animais na natureza. (JO)
_________________
Rodrigo Brito
Atelier do Coleiro
Belo Horizonte - MG

Página de impressão amigável Enviar esta história par aum amigo Criar um arquvo PDF do artigo
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.



Publicidade

Parceiros
Pesquisa
Pesquisa personalizada
Contador


PRINCIPAL NOTÍCIAS LINKS FORUM DOWNLOAD CONTATO

Coleiros e Trincas © 2008 Fabiano Louzada